Alentejo por Julio Bastos em nossas terras!

Lemos  muitos livros, tomamos muitos vinhos e assistimos muitas palestras e cursos, mas nada se compara ao viver o momento e aprender com quem fez a história. E foi assim que ontem passei a noite. Não fui a Portugal, mas recebemos por aqui, mais um produtor portugues! Julio Bastos da Dona Maria nos eu a honra de vim a Cabo Frio e realizar uma palestra para 80 pessoas promovida pela Emporio Portofino.

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Em um papo lado a lado enquanto tomávamos mais uma taça de um de seus vinhos, eu perguntei ao Júlio sobre DOC, castas e mais curiosidades do Alentejo. E foi aí que surgiu a história…

A primeira foi se não existia DOC para a sub-região Entremoz – Alentejo, e a resposta foi que agora sim, que tudo está mudando.  Júlio disse que a DOC foi criado há muitos anos atrás, que escolheram em cima de grandes cooperativas e não nos melhores produtores, e por isso se vêem tantos bons produtores sem DOC. Atualmente estão em fase de transição e alguns vinhos de outros produtores começaram a usar o título de DOC, é o caso do Dona Maria.

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Outro ponto de muita curiosidade minha sobre seus vinhos foi o porquê somente trabalha com a Casta Petit Verdot das castas não autocognas tendo Cabernet e mesmo a Syrah tão bem aceitas na região. E me respondeu que essas castas somente para cortes, e gosta mesmo é de preparar os vinhos mais característicos da região, que a tradição faz a diferença, talvez seja daí que carrega tantas pontuações com o crítico Parker, revistas e até mesmo o título e Produtor do Ano em 2009. E como manter esse terroir tão sincero, tão honesto a suas raízes, é exatamente por “elas” que ele começa o trabalho! Julio tem uma das poucas vinícolas que não têm irrigação. As raízes são obrigadas ir terra abaixo em busca de forças para sobreviver, e é assim que sustenta o terroir da região.

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A história…

Diz que a Quinta  de Dona Maria foi um presente do Rei João V a uma de suas amantes por quem estava loucamente apaixonado, e é esse nome que inspira e marca Julio Bastos no comando da vinícola para atingir um mercado nacional e internacional quando se torna proprietário da vinícola. Júlio não parou por aí… Foram sociedades e divisões que incluem o poderoso nome Baron de Rothschild (Latife), e por fim a compra de vinhas com mais de 40 anos para chegar hoje a produzir vinhos premiados, renomeados e ganhar o título de Produtor do Ano da Revita Vinhos.

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Degustando os seus vinhos…

O primeiro vinho da noite foi o branco Dona Maria 2010, um vinho com castas portuguesas, que impressionou a todos no primeiro gole. Fresco e mineral, frutas cítricas e aroma rico. Um vinho equilibrado na boca e final marcante. Arrematou 16 em 20 pontos na Revista de Vinhos. (VINHO: DONA MARIA VR ALENTEJANO / SAFRA: 2012 / CASTAS: ARINTO, ANTÃOVAZ E VIOSINHO)

O segundo vinho da noite foi o Dona Maria Tinto, que leva um corte interessante. Aroma rico, na boca cerejas vermelhas, taninos redondos, boa estrutura que sem dúvida carrega nos anos pela frente. Passou por carvalho francês e percebemos pela elegância e os aromas impactantes, mas também passou uma pequena porcentagem na barrica americana, e talvez seja daí que perceemos a maciez. (VINHO: DONA MARIA TINTO VR ALENTEJANO / SAFRA: 2010 / CASTAS: ARAGONÊS 50%, CABERNET SAUVIGNON 20%, ALICANTE BOUSCHET 15% E SYRAH 15% )

O terceiro vinho foi o querido Dona Maria Petit Verdot, que foi delicioso conhecê-lo! Um vinho que ao abrir a garrafa impressionou! Exalava seu bouquet longe… Flores e frutas. Encorpado, cheio na boca e taninos bem marcantes. Levou 12 meses em barricas novas francesas e ta aí o porquê desse poder todo no bouquet. E sempre é premiado…  WINE ENTHUSIAST: 90 Pontos, REVISTA DE VINHOS: 17,5 em 20 e por JOÃO PAULO MARTINS 2011: 16,5 em 20. Tá bom pra você? Já te convenci que esse tem que entrar na próxima listinha de compras? (DONA MARIA PETIT VERDOTVR ALENTEJANO / SAFRA: 2009 /CASTA: PETIT VERDOT)

E encerramos a noite com o Dona Maria Reserva, um vinho que pede que a garrafa seja aberta bem antes de degustá-lo. Um vinho que pede temperatura entre 18 e 19 graus, o que considero quente para muitos vinhos. Mas se assim dita a regra o enólogo e proprietário Julio Bastos, quem sou eu para dizer que não? Esse vinho aprenseta aromas de frutas concentradas, cor ruby escuro, menta e especiarias. Na boca taninos firmes, mas arrendodados. Um vinho que pede uma boa refeição! Foi fermentado em larges de mármore, usando o tradiconal “pisa de uva”. Gostou? Amei!  Falando de premiações esse levou  18 em 20 – “Prêmio de Excelência 2009” – Revista de Vinhos. (VINHO: DONA MARIA RESERVA VR ALENTEJANO / SAFRA: 2008 / CASTAS: ALICANTE BOUSCHET 50%, PETIT VERDIT E SYRAH)

O evento foi uma delícia e vários a amigos participaram.

E foi assim a nossa noite com Dona Maria, ou melhor Júlio Bastos com seus vinhos Dona Maria por nossas terras! Agradecemos a sua visita e esperamos muitas outras vezes!!! Quem foi adorou, e quem não foi perdeu!

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Seu Hélio – proprietário da Emporio Portofino, Júlio Bastos e Dê – chef resposnável pelo menu da noite.

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Amigas… Em todas!

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Minhas taças e eu. Foram mais de 300 no total! E foram 48 provas de garrafas para um serviço perfeito!

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